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Como o Sepultura Colocou a Roadrunner no Mapa do Metal

O Álbum Que Mudou o Jogo

Como o Sepultura Colocou a Roadrunner no Mapa do Metal
Como o Sepultura Colocou a Roadrunner no Mapa do Metal (Foto: Reprodução)

Fundada no início dos anos 80, a Roadrunner Records se tornaria uma das gravadoras mais importantes da história do metal, com um catálogo que inclui Slipknot, Dream Theater, Megadeth e Mastodon. Mas, segundo o executivo Monte Conner, tudo mudou quando o Sepultura estourou. A banda brasileira, então com dois discos lançados, entrou no radar da gravadora graças a um artigo do jornalista Don Kaye. O que se seguiu foi uma parceria improvável: com Max Cavalera sendo o único que falava inglês, as negociações contratuais eram feitas através de um amigo chamado Lino, que servia de tradutor. O primeiro lançamento dessa união foi "Beneath the Remains" (1989), um disco que não só se tornou um clássico absoluto do Sepultura, mas também alterou a trajetória da Roadrunner. Conner é categórico: o sucesso da banda, junto com nomes como King Diamond, fez com que o selo se tornasse um destino para outras bandas, pavimentando o caminho para os grandes nomes dos anos 90. O álbum também abriu as portas para a primeira turnê europeia do quarteto, ao lado do Sodom, que entrou para a história não só pela música, mas pela lendária "greve de banho" dos brasileiros. Uma parceria que começou com um tradutor em Belo Horizonte ajudou a redefinir os rumos do metal mundial.

Quem diria que uma banda de Belo Horizonte, que precisava de um amigo tradutor para fechar contrato, iria ensinar uma gravadora internacional como se faz para mudar a história do metal. A barreira da língua foi vencida... na base do peso.


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